O alho é frequentemente usado como referência em estudos de medicina devido às suas propriedades antimicrobianas e antivirais.
Estudos mostram sua eficiência em tratamentos de sintomas e patologias como distúrbios gastrointestinais, colesterol elevado, gripe, asma, bronquite, dores de dente, câncer de mama e próstata.
Com base no alho do gênero Allium sativum, bastante comum no Brasil, e o conhecido alho nirá, que compõe a culinária japonesa, o professor de química da Unicamp, Paulo César Venancio pesquisou as atividades antimicrobianas dessas espécies contra a infecção causada pela bactéria Staphylococcus aureus.
Esta bactéria é uma das maiores responsáveis pelas infecções hospitalares. Ao encontrar condições favoráveis, pode entrar na corrente sanguínea e se alojar em vários órgãos ou tecidos, causando efeitos devastadores.
Na análise, as diferentes concentrações dos dois alhos utilizadas foram capazes de diminuir de maneira eficaz a infecção estafilocócica.
O alho, além da atividade direta sobre os microorganismos, pode ativar o sistema imunológico.
Paulo César defende que, se o médico não desejar prescrever apenas o alho nos casos de infecção, pode associá-lo ao antimicrobiano, pois o uso simultâneo pode melhorar a ação do medicamento e talvez, futuramente, recuperar antibióticos que não fazem mais efeito.
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